SÓ PORQUE MEU VÔ MORREU

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

DESENCAIXADO

Temos uma visão pitoresca da vida, acreditamos que todos os assuntos que nos cercam, estão desencaixados. A vida familiar não se mistura com a profissional, que não se envolve com relações afetivas, que nem passam perto dos programas e cursos de capacitação, que não tem nenhuma ligação com a arte e por ai vai.
Mas será que ista é a realidade? Ou será que está tudo interligado?
Teria alguma intervenção dos Bons Amigos Espirituais no amparo a nós, os encarnados, na personagem deste poema de Alberto Caeiro? Existe o convite a fé de que não estamos desamparados e uma mensagem de "não desanime, você não está sozinho"?
A vida traz recados diários de estimulo e bom ânimo, mas nem sempre percebemos. Desenvolvemos o hábito de desencaixar.

O LUAR QUANDO BATE NA RELVA

O luar quando bate na relva
Não sei que cousa me lembra...
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas
E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava a noite pelas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas

Se já não posso crer que isso é verdade
Para que bate o luar na relva?
Alberto Caeiro

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